Passaram, há poucas semanas, 50 anos sobre a morte de Bernard Herrmann, um dos mais notáveis compositores que deram ao cinema parte significativa da sua obra. Agora na Sala 2, assinala-se a passagem de meio século sobre a estreia de Taxi Driver, filme de Martin Scorsese que correspondeu ao derradeiro trabalho do grande compositor.
Herrmann morreu pouco depois de ter terminando o trabalho para este filme que estreou já após a sua morte. Martin Scorsese dedicou-lhe Taxi Driver.
A banda sonora tem uma presença bem evidente nesta história passada nas ruas de Nova Iorque. A música transporta-nos para a grande cidade, que vemos pelo prisma de um veterano, regressado da guerra no Vietname, e que agora conduz um táxi.
E é pelos percursos ele que faz com o seu táxi que vai descobrindo o quotidiano de outros nova-iorquinos. Por um lado, conhece Betty que trabalha na campanha de um senador. Mas também dá por si a descobrir figuras de um submundo sobre o qual ele mesmo acabará por atuar como justiceiro.
Com um percurso que o ligou a grandes figuras do cinema e a títulos maiores da história da sétima arte como O Mundo a Seus Pés de Orson Welles ou Vertigo de Alfred Hitchcock (que entre nós estreou com o título A Mulher Que Viveu Duas Vezes, Bernard Herrmann tem uma obra que não se esgota contudo no cinema.
E neste episódio da Sala 2 poderemos ouvir dois exemplos desses seus outros trabalhos de composição.
Nuno Galopim