Bernstein, o Maestro: O Corpo cria o Som
@ Don Hunstein, 1961

Bernstein, o Maestro: O Corpo cria o Som

Compositor do Mês

Bernstein, o Maestro: O Corpo cria o Som

Bernstein, o Maestro: O Corpo cria o Som

Compositor do Mês

Leonard Bernstein é o Compositor do Mês em setembro. De segunda a sexta-feira na Antena 2, ouvimos música sua nas emissões diárias, em edições especiais ou em programas como A Nossa Orquestra, Banda Sonora, entre outros. E todas as quartas-feiras acompanhamos um percurso pela vida e obra do compositor, conduzido por Maria Alexandra Corvela.

Leonard Bernstein: Um Músico sem Fronteiras

Bernstein, o Maestro: O Corpo cria o Som

Depois de Harvard e do Curtis Institute, Leonard Bernstein chega a Tanglewood, onde estuda com Serge Koussevitzky. É ali que tem uma das primeiras oportunidades de dirigir uma orquestra e onde começa uma relação que marcará toda a sua vida, primeiro como aluno e assistente, mais tarde como professor e mentor de novas gerações de músicos.

Estreia como maestro sinfónico no recém-inaugurado Berkshire Music Center do Tanglewood Music Festival, a 7 de Julho de 1940

Em 1943, aos 25 anos, é nomeado maestro assistente da Orquestra Filarmónica de Nova Iorque. Nesse mesmo ano acontece o episódio que mudará a sua vida: Bruno Walter adoece horas antes de um concerto no Carnegie Hall e Bernstein é chamado a substituí-lo. O concerto, transmitido pela rádio para todo o país, é um enorme sucesso. No dia seguinte, o New York Times destaca-o na primeira página.
A partir daí, a carreira internacional cresce rapidamente. Bernstein dirige na Europa, apresenta música americana e assume também o papel de maestro e pianista. Mantém uma relação profunda com Israel e com a sua Filarmónica, dirigindo em momentos particularmente simbólicos da história do país.

Em 1958, torna-se diretor musical da Orquestra Filarmónica de Nova Iorque. É o primeiro maestro nascido nos Estados Unidos a ocupar esse cargo. Durante onze anos, afirma uma visão plural da música americana, sem nunca abandonar o grande repertório europeu.
Mas é na relação com Gustav Mahler que Bernstein encontra talvez a sua maior afinidade artística. Ambos compositores e maestros, ambos inquietos, ambos a acharem que uma sinfonia não é só música. Leonard Bernstein dirige e grava Mahler repetidamente, contribuindo para a sua redescoberta por novas gerações.
Maria Alexandra Corvela