No dia de aniversário dos 100 anos de Miles Davis, 26 de maio, a RTP Antena 2 tem uma noite dedicada a uma das figuras mais influentes e aclamadas da história do jazz e da música do século XX.
Começa pelas 20h00, com o episódio de Jazz a 2, de João Moreira dos Santos, e uma hora de música de Miles Davis. Segue-se uma gravação pela Radiodifusão Finlandesa no Kulttuuritalo, em Helsínquia, a 1 de novembro de 1967, do Concerto de Miles Davis, em trompete, acompanhado por Wayne Shorter, em saxofone tenor, Herbie Hancock, ao piano, Ron Carter no contrabaixo e Tony Williams na bateria, em que são interpretados os temas Miles Davis Agitation, Wayne Shorter Footprints, Thelonious Monk Round Midnight, Richard Carpenter Walkin’, Wayne Shorter Masqualero.
Depois deste concerto ao vivo de 1967, pode ouvir pelas 22h00, uma emissão Especial na qual são convidados os trompetistas Laurent Filipe e Jessica Pina, assim como João Moreira dos Santos, autor do programa Jazz a 2. A conversa tem moderação de João Almeida.
Miles Davis, o percurso e o legado
Miles Davis (1926-1991) deixou um legado variado e extremamente influente que rasgou sucessivos horizontes na história do jazz. Assim se pode resumir a avaliação que três convidados da RTP Antena 2 fazem do legado do grande trompetista: Laurent Filipe e Jéssica Pina, ambos trompetistas, e João Moreira dos Santos, divulgador de jazz.
Nesta entrevista moderada por João Almeida, a evocação do percurso de Miles começa nos anos 40, nos primórdios do bebop ao lado de Charlie Parker, passa depois pelo cool jazz (incluindo a colaboração com Gil Evans), pelo jazz modal (de Kind of Blue ou E. S. P.), e pelo chamado jazz de fusão (do álbum We Want Miles) ou pelo rock/pop jazz (de discos como Tutu ou como Doo-Bop, o derradeiro que Miles gravou em estúdio).
São evocados também nesta entrevista, os músicos de alto nível que colaboraram com Miles Davis: John Coltrane, Bill Evans, Cannonball Adderley, Tony Williams, Marcus Miller, etc. São igualmente lembradas as atuações de Miles Davis em Portugal, no âmbito do Festival de Jazz de Cascais (em 1971) e em concertos nos Coliseus de Lisboa e Porto em 1989 e 1991, ano da morte daquele que foi por vezes foi designado como o Príncipe das Trevas, The Prince of Darkness.
A lista dos discos analisados e escutados inclui excertos de First Miles (1945 e 1947), Birth of the Cool (gravado entre 1949 e 1950), Round About Midnight (1955), Steamin’ (1956), Milestones (1958), Porgy and Bess (março de 1959), Kind of Blue (agosto de 1959), Sketches of Spain (novembro de 1959), E. S. P. (1965), In a Silent Way (1969), We Want Miles (1981), Tutu (1986) e Doo-Bop (1991).