No centenário de Marilyn Monroe: vamos amá-la
Marilyn Monroe em Let's Make Love (1960), de George Cukor

No centenário de Marilyn Monroe: vamos amá-la

No centenário de Marilyn Monroe: vamos amá-la

No centenário de Marilyn Monroe: vamos amá-la

Atriz, cantora, mito, símbolo americano. No centenário de Marilyn Monroe, essa figura luminosa envolvida pela tragédia da morte precoce, a RTP Antena 2 , no domingo 31 de maio pelas 16h00, dedica-lhe um especial de música e palavra, entre filmes, sessões fotográficas e canções que Inês N. Lourenço e João Lopes percorrem sob feitiço cinéfilo, assim renovando a conversa à volta de um dos maiores mistérios de Hollywood.

A proposta não é resolver o enigma: está provada a sua impossibilidade. Já na biografia Marilyn: As Vidas Secretas de uma Deusa, de Anthony Summers, o autor anunciava em epígrafe:

“Tem razão em dizer que ela não é fácil de conhecer. Vemo-la com intensidade – com mais clareza até do que qualquer outra pessoa, mas acabamos por descobrir que vê-la não é conhecê-la”.
The Wings of the Dove, Henry James

Porém, evocar o cinema na forma de um diálogo de O Pecado Mora ao Lado (1955), ou outro de Paragem de Autocarro (1956), e até um elogio de Clark Gable em Os Inadaptados (1961), é reconhecer que a verdade de Marilyn sempre espreitou nas águas fundas do grande ecrã, e a sua memória está para além da nitidez cultural de uma persona.

Nascida Norma Jean Mortensen, em Los Angeles, a 1 de junho de 1926, morreria então em 1962, aos 36 anos. Uma vida entre a infância negligenciada e a mais espetacular essência de Hollywood – que se vê nos filmes de Billy Wilder, Howard Hawks, John Huston, George Cukor, etc. –, onde o brilho da pele clara e do cabelo louro platinado se deixam contaminar, sabiamente, por um traço de tristeza.

Figura só aparentemente ingénua, muito consciente do alcance da sua sedução, e com um profundo desejo de ser amada, percebemos ainda que a “violência” de Marilyn Monroe reside na doçura radical da sua presença.
Mais do que nunca, devemos celebrá-la. E amá-la.
Inês N. Lourenço