Vivaldi no Japão

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A Volta ao Mundo

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A Volta ao Mundo

A Volta ao Mundo faz a celebração Vivaldi com Tomoko Sunazaki como solista em koto ((harpa tradicional japonesa de 13 cordas) nas Quatro Estações de Vivaldi tocadas em orquestra de kotos, o instrumento nacional do Japão .

Vivaldi no Japão 

Koto Vivaldi – The Four Seasons, do agrupamento The New Koto Ensemble Of Tokyo, é um álbum editado em 1976, e reimagina os famosos Concertos para Violino e Orquestra – As Quatro Estações de Antonio Vivaldi através do instrumento tradicional japonês koto.
O arranjo é de Keigo Tsunoda que adapta a complexa partitura barroca de Vivaldi especificamente para um conjunto de kotos. É o maestro Seiichi Mitsuishi quem dirige esta verdadeira orquestra de kotos.
Para reproduzir a textura polifónica de uma orquestra de cordas inclui kotos tradicionais de 13 cordas juntamente com kotos graves maiores de 17 cordas tocados por músicos de renome, como Kazue Sawai. A solista é a mítica intérprete de koto Tomoko Sunazaki.

O disco de 1976 revela uma sonoridade única: a ressonância aguda e dedilhada do koto confere às melodias arrebatadoras de Vivaldi — os Concertos Primavera, Verão, Outono e Inverno — uma qualidade nítida, cristalina e percussiva.
É uma experiência intercultural fascinante que estabelece uma ponte entre a composição barroca italiana do século XVIII e as tradições clássicas japonesas.

O koto é um instrumento musical de cordas dedilhadas, composto de uma caixa de ressonância com diversas cordas, semelhante a uma grande cítara, com dimensão de cerca de 1,80m. É o mais popular dos instrumentos musicais tradicionais japoneses.
De início, tradicionalmente as cordas eram feitas de seda, mas as cordas modernas são geralmente fabricadas em nylon sintético ou poliéster, para maior durabilidade e uma tensão mais elevada.
O koto é o instrumento nacional do Japão, tendo uma história de mais de 1.300 anos: com origem na China, é um descendente direto da antiga cítara chinesa chamada guzheng e chega ao Japão vindo da China por volta do século VII, no âmbito de um intercâmbio cultural.
A sonoridade profundamente expressiva é capaz de transitar entre o tom meditativo e delicado e o poderoso e percussivo.
André Pinto