“Turandot” de Puccini, no Metropolitan Opera

“Turandot” de Puccini, no Metropolitan Opera

Metropolitan Opera | Transmissão direta

“Turandot” de Puccini, no Metropolitan Opera

“Turandot” de Puccini, no Metropolitan Opera

Metropolitan Opera | Transmissão direta

“Uma das produções mais sumptuosas e complexas do repertório da companhia”, segundo The New York Times, a brilhante versão de Franco Zeffirelli da obra-prima final de Puccini regressa ao palco do Met de Nova Iorque, 100 anos depois da sua estreia em Milão.
A soprano Anna Pirozzi assume o papel principal de turandot, a princesa vingativa, cujo coração congelado é descongelado pelo corajoso príncipe Calàf, interpretado pelo tenor Brian Jagde. A maestrina ucraniana Oksana Lyniv dirige o Coro e a Orquestra do Metropolitan.

Temporada Metropolitan Opera
de Nova Iorque

23 maio | 18h00

Giacomo Puccini | Turandot

A última ópera de Puccini, estreada no Teatro alla Scala em Milão, a 25 de abril de 1926, é um conto de fadas épico situado numa China lendária, baseado na adaptação de Friedrich von Schiller duma peça do dramaturgo italiano do século XVIII, Carlo Gozzi.  Apresentando uma partitura bastante incomum, com um uso surpreendente e inovador de coro e orquestra, é ainda inconfundivelmente Puccini, repleta de cativantes melodias.
Os libretistas de Turandot foram o dramaturgo Giuseppe Adami (1878-1946), que já havia trabalhado com Puccini em Il Tabarro e La Rondine, e o jornalista Renato Simoni (1875-1952).
A ingrata tarefa de completar a cena final da ópera após a morte repentina de Puccini foi deixada para o compositor Franco Alfano (1875-1954) que escreveu nove óperas, das quais Cyrano de Bergerac (1936) ainda é ocasionalmente apresentada hoje em dia.
O maestro Arturo Toscanini supervisionou a contribuição de Alfano e conduziu a estreia mundial.

Na peça de Gozzi, os personagens originais da commedia dell’arte viajavam de Itália para a China e eram membros da corte imperial. As suas falas satirizavam a política veneziana e os costumes da época. Puccini e os seus libretistas prescindiram desta narrativa e tornaram a China desta ópera, num reino mítico em “tempos lendários”, correspondendo a uma perspetiva exótica dos europeus dos inícios do século XX.

Giacomo Puccini (1858-1924) foi muito popular na sua época, e as suas obras da maturidade permanecem como peças fundamentais no repertório da maioria das companhias de ópera do mundo.
Para os três atos que compõem Turandot, a grande orquestra exige uma ampla variedade de instrumentos, incluindo saxofones altos, celesta, xilofone baixo, harpas e órgão.
Vários temas genuinamente chineses são integrados na partitura de maneira elegante e brilhantemente original, incluindo o grandioso hino imperial do Ato II. A ópera também contém momentos de pura beleza melódica no estilo mais lírico de Puccini, principalmente na inesquecível canção de triunfo do tenor, “Nessun dorma” (Que ninguém durma), que abre o Ato III.

Transmissão em direto
a partir de The Metropolitan Opera de Nova Iorque
Realização e Apresentação: André Cunha Leal
Produção: Susana Valente

Ficha técnica

Turandot: Anna Pirozzi (S)
Liù: Angel Blue (S)
Calàf: Brian Jagde (T)
Timur: John Relyea (B)

Coro e Orquestra do Metropolitan
Direção de Oksana Lyniv


Fotos Met Opera