Temporada Gulbenkian Música
13 março | 19h00
Grande Auditório
da Fundação Calouste Gulbenkian
Concerto para Violino de Elgar
Nikita Boriso-Glebsky, violino
Orquestra Gulbenkian
Direção de Hannu Lintu
Programa
Edward Elgar – Concerto para Violino e Orquestra, em Si menor, op. 61
1. Allegro
2. Andante
3. Allegro molto
Johannes Brahms – Sinfonia nº 4, em Mi menor, op. 98
1. Allegro non troppo
2. Andante moderato
3. Allegro giocoso
4. Allegro energico e passionato
Desafiado pelo músico Fritz Kreisler e pela Filarmónica de Londres a compor um concerto para violino, Edward Elgar ultrapassou a frustração inicial – anos antes dessa encomenda, chegou a destruir o manuscrito da sua primeira tentativa – e criou uma obra que ganharia um estatuto mítico entre os violinistas. As suas gravações históricas incluem interpretações de Yehudi Menuhin ou Itzhak Perlman. Num concerto dirigido por Hannu Lintu, Nikita Boriso-Glebsky assume agora o desafio de revisitar esta obra.
Transmissão direta
Apresentação: Pedro Ramos
Produção: Alexandra Louro de Almeida

Nikita Boriso-Glebsky | A sua carreira teve início em 2007, quando ganhou o 2.º prémio e cinco prémios especiais no 13.º Concurso Internacional Tchaikovsky. Em 2010 venceu o concurso Sibelius, em Helsínquia, e o Concurso Fritz Kreisler, em Viena. Outras vitórias em concursos internacionais no Mónaco, em Bruxelas e em Montreal proporcionaram-lhe convites para atuar em importantes salas de concerto, nomeadamente em colaboração com as orquestras de relevo e músicos como Sakari Oramo, Vasily Sinaisky, Dima Slobodeniouk, Stanislav Kochanovsky, Klaus Mäkelä ou Mao Fujita, entre outros. Nas duas últimas temporadas, a sua carreira ficou marcada por importantes estreias no Carnegie Hall, no Fisher Center, no Suntory Hall e no Seoul Arts Center, e com a Sinfónica de Barcelona, a Orquestra de Câmara de Viena, a Sinfónica de Istanbul, a Sinfónica de Tenerife e a Sinfónica de Jerusalém.
Na temporada 2025/2026, Nikita dá continuidade às colaborações com orquestras com as quais já estabeleceu relações artísticas duradouras, como a Sinfónica de Bournemouth e a Sinfónica da Rádio Finlandesa, que encomendou um novo concerto para violino ao compositor Sauli Zinovjev. A estreia terá lugar sob a direção de Elim Chan. A temporada tem também novas estreias, incluindo as atuações com a Orquestra Gulbenkian, bem como novas oportunidades na sua digressão de recitais a solo no Japão.
O seu repertório abrange desde obras-primas intemporais de Beethoven, Brahms e Tchaikovsky, a peças de Schnittke, Bodrov e Zinovev, refletindo a programação tanto um profundo respeito pela tradição como uma paixão pela inovação musical. O violinista continua a expandir o seu repertório, oferecendo ao público não só clássicos consagrados, mas também peças raramente interpretadas.

@ Jorge Carmona / Gulbenkian Música
Hannu Lintu | Atual Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian. Em paralelo, prossegue o seu trajeto como Maestro Principal da Ópera e Ballet Nacionais da Finlândia e inicia os seus mandatos como Parceiro Artístico da Sinfónica de Lahti e Diretor Artístico do Festival Internacional Sibelius. Na temporada passada, Lintu foi nomeado Diretor Musical da Orquestra Sinfónica de Singapura, com início em 2026/27.
Nos últimos anos, dirigiu a Sinfónica de Chicago, a Filarmónica de Nova Iorque, a Filarmónica de Berlim, a Orquestra de Cleveland, a Sinfónica da Rádio da Baviera, a Orquestra Nacional da Radio France, a Sinfónica de Boston, a Sinfónica da Rádio Sueca, a Deutsches Symphonie-Orchester Berlin, a Filarmónica de Londres, a Sinfónica de Atlanta, a Orquestra do Konzerthaus de Berlim e a Sinfónica de Montreal, entre outras orquestras.
Para além das grandes obras sinfónicas, dirige regularmente repertório de ópera. Neste domínio, os destaques recentes incluem Oedipe de Enesco, com a Sinfónica de Viena, no Festival de Bregenz, O Navio Fantasma de Wagner, na Ópera de Paris, e Pelléas et Mélisande de Debussy, na Ópera Estadual da Baviera, bem como várias produções para a Ópera e Ballet Nacionais da Finlândia, incluindo o ciclo O Anel do Nibelungo de Wagner, Dialogues des Carmélites de Poulenc, Don Giovanni de Mozart, Turandot de Puccini, Salome de R. Strauss, Billy Budd de Britten, e uma versão coreografada da Messa da Requiem de Verdi.
Hannu Lintu estudou violoncelo e piano na Academia Sibelius, em Helsínquia, instituição onde mais tarde se formou em direção de orquestra com Jorma Panula. Estudou também com Myung-Whun Chung na Accademia Musicale Chigiana, em Siena. Em 1994 venceu o Concurso Nórdico de Direção de Orquestra, em Bergen.

@ Jorge Carmona / Gulbenkian Música
Orquestra Gulbenkian | Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de mais de cinquenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto. Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora.
Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas.
No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio. Hannu Lintu é o atual Maestro Titular da Orquestra Gulbenkian.