A música atravessa os tempos e pode, com o passar das décadas e dos séculos, ser ora retomada tal e qual foi criada, conhecer novas abordagens ditadas pela personalidade dos intérpretes ou entrar em diálogo com novos contextos. É por este último caminho que o Gira Discos segue no episódio desta semana.
O ponto de partida é a “recomposição” das Quatro Estações de Vivaldi por Max Richter em 2012. E daí seguimos para escutar Mozart reinventado com músicos do Egipto ou Bach com músicos do Gabão… De resto, Bach surge sob vários pontos de vista, um deles o que Julianna Barwick apresentou no álbum Red Hot and Bach.
Este percurso feito de versões e inspirações passa também pelas visões que pioneiros da eletrónica como Wendy Carlos ou Isao Tomita (na imagem) lançaram sobre obras maiores de grande tradição da música escrita. Ou, num sentido oposto, pelo modo como um quarteto de cordas resolveu abordar a obra dos Kraftwerk.
Nuno Galopim
