O episódio desta semana de Sala 2 lança um olhar panorâmico pelo trabalho de Philip Glass para o grande ecrã, dos documentários a ficções assinadas por nomes que vão de Paul Schrader a Martin Scorsese.
O cinema está na origem da própria linguagem de Philip Glass. Em 1965 o compositor norte-americano foi chamado para ajudar Ravi Shankar a transcrever em pauta a música para a banda sonora de Chapaqqua. E esse processo ajudou-o a juntar pistas importantes na descoberta de um caminho para a sua música.
Com o tempo Philip Glass também acabaria por assinar bandas sonoras de referência. E uma das mais marcantes surgiu em 1982 para um documentário de Godrey Reggio: Koyaaniqatsi. Esta é uma entre as referências de um olhar panorâmico pelo trabalho de Philip Glass para o cinema, desde as suas parcerias com o cinema documental às colaborações com realizadores como Martin Scorsese (Kundun) ou Paul Shrader (Mishima), isto sem esquecer o trabalho de composição de novas bandas sonoras para clássicos (como no caso de Drácula, de Todd Browning).
Nuno Galopim
