Percussions Claviers de Lyon toca Bernstein

Percussions Claviers de Lyon toca Bernstein

A Volta ao Mundo

Percussions Claviers de Lyon toca Bernstein

Percussions Claviers de Lyon toca Bernstein

A Volta ao Mundo

A Volta ao Mundo faz a celebração Bernstein com a sua música interpretada pelo ensemble Percussions Claviers de Lyon, com ritmos huapango do México e rumbas tradicionais.

Percussions Claviers de Lyon toca Bernstein

Os Percussions Claviers de Lyon são um prestigiado quinteto de percussão francês, fundado em 1983 em Lyon, que pratica a desconstrução rítmica a partir de ritmos folclóricos.
O agrupamento tem uma relação muito especial com a obra de Bernstein: em 2002, com arranjos e direção do maestro Gérard Lecointe, grava um álbum inteiramente dedicado a uma transcrição instrumental bem inovadora de West Side Story.

Os Percussions Claviers de Lyon reescreveram os arranjos tendo como base a partitura sinfónica da Broadway para assentar em células rítmicas tradicionais e folclóricas da América Latina: o Huapango, ritmo tradicional e indígena do nordeste do México.
Nesta versão, a base rítmica de America é cruzada com a pulsação do huapango folclórico. Também a harmonia ocidental é despida para dar lugar à polirritmia percussiva das Rumbas tradicionais.
Esta é uma instrumentação primitiva e orgânica.

Embora os músicos utilizem marimbas modernas de concerto, a marimba é, na sua génese, um instrumento tradicional e indígena com origens profundas em África e na América Central, sendo o instrumento nacional da Guatemala.
Ao substituir toda uma orquestra ocidental por um ensemble focado no impacto acústico da madeira e do metal, o som viaja instantaneamente da erudição ocidental para a estética de percussões das músicas do mundo.
Pondo assim em prática todo um conceito de transculturalidade crossover.

West Side Story de Leonard Bernstein pelo agrupamento Percussions Claviers de Lyon

Aliás, a ideia de World Music / Músicas do Mundo passa muitas vezes pelo encontro de culturas.

E é assim neste projeto: uma composição de matriz norte-americana, vinda de Bernstein, interpretada por um quinteto contemporâneo francês, recorrendo a ritmos ancestrais mexicanos e afro-caribenhos, e executada num instrumento de herança afro-guatemalteca, a marimba, sendo que há também vibrafones e xilofones.
Esta fusão geográfica e estética retira a obra do ambiente das salas de concerto clássicas e coloca-a no território híbrido da música global.
André Pinto