O polaco Michal Stochel, com 18 anos, foi o vencedor da edição 2026 do Eurovision Young Musicians, que decorreu no passado sábado em Erevan, na Arménia. O jovem acordeonista, que ali interpretou o terceiro andamento do Concerto Clássico para Acordeão do polaco Mikolaj Majkusiak, começou a tocar o seu instrumento quando tinha sete anos de idade. Este ano tinha já sido distinguido como Jovem Músico do Ano no seu país. Já foi laureado em mais de 30 concursos nacionais e internacionais. O seu repertório cruza peças de autores contemporâneos com transcrições de obras de outros tempos.
Segundo as regras do concurso são revelados apenas os três primeiros classificados. Em segundo lugar ficou Sonja Misina (marimba), da Letónia, que apresentou o terceiro andamento do Concerto para Marimba e Cordas Op. 12 de Emmanuel Séjourné e, em terceiro, a flautista representante da “casa”, Elen Virabyan, que tocou uma transcrição para flauta do Concerto para Violino de Aram Khachaturian, compositor que esteve de resto em foco nas secções não competitivas do programa que a RTP Antena 2 e a RTP 2 transmitiram em direto com comentários de André Cunha Leal.
Portugal fez-se representar pela violinista Beatriz Li Rosão, que interpretou, com elogio dos jurados (como se escutou na emissão), o terceiro andamento do Concerto para Violino de Korngold.
Em mais de 40 anos de história, a Polónia obteve assim a sua quarta vitória no Eurovision Young Musicians. De 1982 para cá a Áustria já venceu a competição por seis vezes (1988, 1998, 2002, 2004, 2014 e 2024), seguindo-se nessa lista a Polónia com quatro vitórias (1992, 2000, 2016 e 2026), a Alemanha (1982 e 1996) e os Países Baixos (1984 e 1990) com duas e, com uma, a França (1986), Reino Unido (1994), Suécia (2006), Grécia (2008), Eslovénia (2010), Noruega (2012), Rússia (2018) e a Chéquia (2022).
Esta foi a primeira vez que a vitória sorriu a um acordeonista.
Nuno Galopim
