Maurice Ravel é o Compositor do Mês em abril. De segunda a sexta-feira na Antena 2, vamos ouvir música sua nas emissões diárias, em edições especiais ou em programas como A Nossa Orquestra, A propósito da Música, O Canto do Blues, Jazz a 2, entre outros. E todas as quartas-feiras acompanhamos um percurso pela vida e obra do compositor, conduzido por Andrea Lupi.
Ravel III – As cores do piano e da orquestra 1913-1920
A passagem de Maurice Ravel (1875-1937) pela frente de combate na Grande Guerra (1914-1918), como motorista do exército, marcou-o profundamente.
Antes da guerra, Ravel estava a trabalhar em vários projetos, que depois abandonou. Manteve apenas dois: Wien, que ficaria conhecida como La Valse e a Suite Francesa, que recebeu o nome de Le Tombeau de Couperin.
Musicalmente, ambas se enquadram na “ilha” musical de Ravel, mas refletem igualmente a sua experiência da guerra:
Le Tombeau de Couperin, originalmente composto para piano, é uma suite de 6 danças – cada uma dedicada a um amigo morto em combate. Aquando da estreia, o maestro Rhené-Batôn encomendou de imediato a sua orquestração, que conta com 4 danças.
Quanto a La Valse, inspirada nas valsas vienenses do século XIX, tem duas partes distintas: ao otimismo inicial segue-se um ambiente caótico e estilhaçado.
Para além da sugestão musical de França e da Áustria, Ravel evocou igualmente a Hungria em Tzigane, outra das obras compostas no período pós-guerra.
Andrea Lupi
