Uma das óperas mais famosas e emocionantes de Giacomo Puccini volta a estar em cena no Met, com renovado elenco que traz novas interpretações a este clássico, desta vez sob a direção do italiano Carlo Rizzi.
Temporada Metropolitan Opera
de Nova Iorque
14 março | 17h00
Giacomo Puccini | Madama Butterfly
No Metropolitan Opera House de Nova Iorque sobe à cena Madama Butterfly, de Giacomo Puccini, com uma das principais artistas da atualidade, Aleksandra Kurzak, como Cio-Cio-San, um dos papéis mais importantes para soprano na ópera. O tenor Adam Smith estreia-se no Met como Pinkerton na produção de Anthony Minghella, uma “visão inspirada” (The New York Times ) que se tornou um clássico. Sob a direção do maestro italiano Carlo Rizzi, atuam a Orquestra e o Coro do Metropolitan.
Duas culturas colidem na comovente história de Puccini sobre uma gueixa leal e um insensível oficial naval americano, cujo romance fugaz deixa apenas devastação.
O enredo passa-se na cidade portuária japonesa de Nagasaki na passagem do século passado XIX para o XX, época de crescente presença internacional americana. O Japão definia, ainda que com hesitação, o seu papel global, e Nagasaki era um dos poucos portos do país abertos a navios estrangeiros. Uniões temporárias com marinheiros estrangeiros não eram incomuns.
A personagem principal de Madama Butterfly — uma jovem gueixa japonesa crê que o seu acordo com um oficial naval americano em visita é um casamento amoroso e permanente — é um dos papéis definidores da ópera. A história evoca reflexões sobre o imperialismo cultural e sexual em pessoas muito distantes do mundo da ópera, e o cinema, a Broadway e a cultura popular em geral têm-na explorado incessantemente. A beleza lírica da partitura de Puccini, especialmente a música para o papel principal, totalmente verossímil, tornou Butterfly atemporal.
Puccini atingiu um novo patamar de sofisticação com o uso da orquestra nesta partitura, com nuances e sonoridades sutis em toda a obra. Mas a ópera repousa inteiramente sobre a intérprete do papel principal: presente no palco durante a maior parte do tempo, Cio-Cio-San é a única personagem que vivencia um desenvolvimento verdadeiro (e trágico). A cantora deve transmitir uma gama impressionante de emoções e características, do etéreo ao carnal, do inteligente ao sonhador, beirando a insanidade, até a resignação na cena final.
Os libretistas para Madama Butterfly , Giuseppe Giacosa e Luigi Illica, já tinham colaborado com o compositor nas suas duas óperas anteriores, Tosca e La Bohème. Giacosa, dramaturgo, foi responsável pelas histórias, e Illica, poeta, trabalhou principalmente nos próprios textos.
A estreia desta ópera ocorreu no Teatro alla Scala, em Milão, em 1904.

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Transmissão em direto
a partir de The Metropolitan Opera de Nova Iorque
Realização e Apresentação: André Cunha Leal
Produção: Susana Valente

Ficha técnica
Cio-Cio San (Madama Butterfly): Aleksandra Kurzak (S)
Suzuki: Jennifer Johnson Cano (MS)
Pinkerton: Adam Smith (T)
Sharpless: Quinn Kelsey (BT)
Coro e Orquestra do Metropolitan
Direção de Carlo Rizzi

Fotos Met Opera