Após assistir a uma apresentação de Elektra do poeta vienense Hugo von Hofmannsthal, Strauss decidiu fazer, com o assentimento do poeta, a adaptação da sua peça. Inspirada na tragédia de Sófocles sobre este célebre mito grego, em Elektra encontramos um dramatismo até então inigualável, recorrendo a uma composição musical audaciosa e moderna, em que Strauss utiliza a maior orquestra jamais ouvida a acompanhar uma ópera, com 111 instrumentos.
Esta ópera de R. Strauss, Elektra, teve a sua estreia mundial a 25 de Janeiro de 1909, no Teatro Hofoper, renomeado Semperoper, em Dresden.
Esta ópera constitui a primeira de muitas colaborações entre Strauss e Hofmannsthal. Colaboração muito frutífera, que se extendeu a mais cinco óperas, consideradas por muitos críticos como as melhores do compositor, e duraria até à morte de Hofmannsthal, em 1929.