Da Noite Sangrenta ao Golpe de 28 de Maio

Da Noite Sangrenta ao Golpe de 28 de Maio

O golpe que derrubou a Primeira República

Da Noite Sangrenta ao Golpe de 28 de Maio

Da Noite Sangrenta ao Golpe de 28 de Maio

O golpe que derrubou a Primeira República

Nesta série documental de 4 episódios, com a ajuda de vários historiadores, a RTP Antena 2 propõe uma viagem no tempo. Lembramos como era o país há um século, identificamos as motivações essenciais para o golpe, recordamos os contornos da ação militar e as suas consequências. Um século volvido, com os populismos em alta em vários países, avalia-se também a utilidade e atualidade de uma reflexão sobre este período da História.
O Golpe que derrubou a Primeira República estreou a 2 de Maio, e tem música original e pós-produção áudio de Paulo Cavaco, pesquisa de arquivo de Sónia Ferreira e realização de João Paulo Baltazar.

Da Noite Sangrenta ao Golpe de 28 de Maio

Fonte: Casa Comum – Fundação Mário Soares

“O trauma da Noite Sangrenta reforça o desejo de ordem sentido por muitos”, nota a historiadora Maria Alice Samara a propósito da matança registada em Lisboa, em 19 de Abril de 1921.
Num dos momentos mais violentos da Primeira República, um grupo de marinheiros e militares da GNR assassina o chefe do governo demissionário, António Granjo e dois heróis do 5 de Outubro, Carlos da Maia e Machado Santos, entre outros.
Na sequência deste episódio, com o desarmamento da GNR, “a República fica sem a guarda pretoriana que a defendia”, sublinha o historiador Rui Tavares.
Com o debate político a fumegar por causa da polémica em torno do monopólio do negócio do tabaco, a agitação social aumenta, com greves e atentados bombistas.

Muitos denunciam que a República persegue com mais ferocidade os trabalhadores do que os golpistas que tentavam derrubá-la. Rui Tavares lembra a propósito, o modo como decorreu o julgamento dos envolvidos no golpe de 18 de Abril de 1925, uma espécie de ensaio geral para a ação militar triunfante do ano seguinte.
Em Maio de 1926, Gomes da Costa assume o comando da sublevação, a partir de Braga, mas embora exista um quase consenso quanto à necessidade de acabar com a “ditadura do Partido Democrático”, os militares não estão todos no mesmo barco.
João Paulo Baltazar

Joshua Benoliel (?), 1912 “Greve Geral”. In Occidente. Revista Illustrada de Portugal e do Estrangeiro (nº 1192), 10 Fev. 1912, atribuída a Mala da Europa. Fonte: Open Edition Journal