João Pinharanda é o convidado de Pedro Dias de Almeida em Memórias Futuras . É diretor, desde 2022, do MAAT, que por estes dias celebra dez anos. Pretexto para uma conversa que recua até aos primeiros anos de João Pinharanda, passados em Moçambique
João Pinharanda
É, desde 2022, diretor do MAAT, Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, da Fundação EDP, que por estes dias celebra já uma década de existência, em Lisboa, à beira do Tejo. E no início deste século fez parte da comissão instaladora que começou a pensar este projeto que junta hoje o edifício da Central Tejo (antigo Museu da Eletricidade) e o MAAT Gallery, edifício projetado pela arquiteta Amanda Levete, com uma grande onda branca que já passou a ser um dos ex-libris de Lisboa.
João Pinharanda é, pois, a pessoa certa para falar da identidade deste museu que nasceu com a grande ambição de juntar arte, tecnologia e arquitetura, e que neste momento apresenta uma exposição de novos trabalhos de Pedro Cabrita Reis (Com o Coração Livre de Cuidados, com curadoria do próprio João Pinharanda) e uma seleção de obras da coleção de arte da Fundação EDP (Turn Around).
O percurso de João Pinharanda começou em Moçambique, onde nasceu em 1957 e viveu até aos sete anos. Mas Lisboa, onde se licenciou em História, na Faculdade de Letras, nos agitados anos do pós-25 de Abril, seria a sua cidade, o seu posto de observação do mundo.
Entre 2016 e 2021 viveu em Paris, onde foi adido cultural da embaixada portuguesa e diretor do Instituto Camões.
Pedro Dias de Almeida
