Para celebrar o centenário de Júlio Pomar, o segundo episódio de A Voz das Cores visita 5 pinturas que abrangem boa parte da vida artística do artista plástico português.
Júlio Pomar nasceu a 10 de Janeiro de 1926.
Como se pode ler no artigo publicado pela Antena 2, escrito por ocasião da morte do pintor, Júlio Pomar (1926-2018) Um legado ímpar,
“Júlio Pomar e a sua obra têm um lugar ímpar na História da Arte Contemporânea Portuguesa, não apenas por ser uma das suas figuras maiores, mas porque, com a sua ação artística e estética, cívica e interventiva, marcou os movimentos culturais e artísticos do seu tempo.”
Estas são as cinco pinturas da sua autoria, criadas em diferentes fases da sua vida:
Fotografias: © EGEAC, Atelier-Museu Júlio Pomar, António Jorge Silva
© Fundação Júlio Pomar/SPA. Todos os direitos reservados
Parlatório (1947) Depois de ter passado 4 meses na prisão, por ser membro da direção do MUD Juvenil, os desenhos e pinturas de Júlio Pomar refletiram a sua dura experiência. Neste quadro são evocadas as visitas à prisão, sempre num contexto de forte vigilância.
Cegos de Madrid (1957) O contacto com as pinturas negras de Francisco Goya, em 1950, marcaram profundamente Júlio Pomar, que partiu desse ambiente sombrio para representar um grupo de cegos que vendia a lotaria nas ruas de Madrid.
Tigre azul (1980-2001) é uma serigrafia que surgiu na sequência do contive a Júlio Pomar para ilustrar o conto Tigres Azuis do escritor argentino Jorge Luís Borges.
Mariza (2011) Por ocasião da decisão da UNESCO em classificar o Fado como Património Imaterial da Humanidade, Júlio Pomar pintou vários quadros com esta temática, entre os quais o retrato da fadista Mariza.
Duplo retrato (2012) A auto representação de Júlio Pomar é o ponto de partida para esta grande tela carregada de humor e alguma melancolia.
Através da música de Ludwig van Beethoven, Paul Hindemith, J. S. Bach, Krzysztof Penderecki, Alfred Schnittke, Osvaldo Golijov, Tiago Machado e Filipe Raposo, cada uma das pinturas é abordada, descrita e evocada através dos diferentes pontos de contacto com a música.
Andrea Lupi