Este episódio d’ A Voz das Cores, da autoria de Andrea Lupi, vai até ao recém reaberto Museu Gulbenkian e detém-se na tela de La Tour que retrata o marquês Duval de l’Épinoy.
Retrato de Duval de L’Épinoy, de La Tour
Como se pode ler no artigo em linha do Museu Gulbenkian, Retrato de Duval de L’Épinoy – Museu Calouste Gulbenkian:
O retrato, executado por Maurice-Quentin de La Tour, a maior figura da pintura a pastel da época, representa Louis Duval de l’Épinoy, marquês de Saint-Vrain, conselheiro e secretário do rei Luís XV. A expressão do modelo, de grande vitalidade, deixa adivinhar a presença de um espírito sagaz. O rigor da observação, a construção espacial, a precisão da volumetria dos objetos e a hábil modelação da luz contribuem para o resultado final do retrato, cujas dimensões, invulgares para um pastel, fazem dele uma obra audaciosa.
A composição ilustra igualmente o entusiasmo do artista pelo racionalismo da época, já que o Século das Luzes encontra pleno espaço de afirmação nos elementos que simbolicamente rodeiam a personagem. Povoado de alusões à geografia e às letras, o retrato oferece um testemunho delicioso do seu tempo. O apontamento da caixa de rapé documenta, também, costumes requintados. A obra foi apresentada no Salon de Paris de 1745, onde foi recebida em triunfo.
Partindo do estupendo retrato, assim como do completo ensaio escrito por Neil Jeffares (Essay: La Tour, Duval de ‘lÉpinoy), o programa conta a história de Louis Duval de L’Épinoy, mas também da pintura a pastel e como chegou ao recentemente reaberto Museu Gulbenkian.
Ao longo da emissão, ouve-se música composta por contemporâneos – e conhecidos – de ambos, Duval de L’Épinoy e Quentin de La Tour.
Andrea Lupi

Maurice-Quentin de La Tour (1704 – 1788)
Retrato de Duval de L’Épinoy (1745)
Pastel sobre papel
A.119,50 cm; L. 92,80 cm
Museu Calouste Gulbenkian, inv. 2380
© Fundação Calouste Gulbenkian
