No momento em que chega às salas de cinema o seu novo filme, Fuck the Polis, premiado no Festival de Marselha, Pedro Dias de Almeida em Memórias Futuras, conversa com a cineasta sobre o seu percurso de vida.
Rita Azevedo Gomes. Uma outra odisseia
Estudou pintura e escultura na Faculdade de Belas Artes, em Lisboa, mas cedo percebeu que não era feliz “à frente de uma tela em branco ou de um bloco de pedra.” Não chegou a terminar o curso e, logo a seguir ao 25 de Abril, respondeu a um anúncio de jornal e foi para São Bartolomeu de Messines, no Algarve, dar aulas de Educação Visual, mas também não foi aí que se encontrou.
O cinema atravessou-se na sua vida. Colaborou com Luís Noronha da Costa nas suas experiências cinematográficas, participou na rodagem do filme Francisca, de Manoel de Oliveira e ainda teve uma atribulada participação em O Rei das Rosas, do alemão Werner Schroeter. Em 1990 estreou-se como realizadora, com O Som da Terra a Tremer.
Por estes dias chega às salas de cinema Fuck the Polis (título de um livro de poemas de João Miguel Fernandes Jorge), filme já premiado no Festival de Marselha, uma odisseia muito particular pela Grécia, numa rodagem de menos de duas semanas com uma equipa mínima, que permitiu a Rita Azevedo Gomes levar para o ecrã o seu fascínio pelas origens gregas da nossa civilização, entre mitos e realidades.
Pedro Dias de Almeida
