Leonard Bernstein: O Primeiro Encontro com a Música

Leonard Bernstein: O Primeiro Encontro com a Música

Compositor do Mês

Leonard Bernstein: O Primeiro Encontro com a Música

Leonard Bernstein: O Primeiro Encontro com a Música

Compositor do Mês

Leonard Bernstein é o Compositor do Mês em setembro. De segunda a sexta-feira na Antena 2, ouvimos música sua nas emissões diárias, em edições especiais ou em programas como A Nossa Orquestra, Banda Sonora, entre outros. E todas as quartas-feiras acompanhamos um percurso pela vida e obra do compositor, conduzido por Maria Alexandra Corvela.

Leonard Bernstein: Um Músico sem Fronteiras

O Primeiro Encontro com a Música

Leonard Bernstein nasceu em 1918, no Massachusetts, numa família judaica sem tradição musical. Quando tinha 10 anos apareceu por acaso um piano em sua casa e a partir daí tudo mudou.

Com os pais, Jennie e Samuel Joseph Bernstein, em Lawrence, Massachusetts

A pouco e pouco a música deixa de ser uma curiosidade e passa a ser uma paixão. L. Bernstein começou a tocar, a experimentar e, muito cedo, a querer escrever a sua própria música.

Aos 14 anos apresenta-se em público e, dois anos depois, toca como solista com uma orquestra.
Entra em Harvard aos 17 anos, e aí Bernstein descobre um mundo para além da música. Literatura, filosofia, teatro e línguas contribuem para a formação humanista que marcará toda a sua obra. Começa a perceber que a música não existe isoladamente: dialoga com a poesia, a religião, a política, o jazz, o cinema e o teatro.

Depois de Harvard, ingressa no Curtis Institute of Music, onde estuda direção de orquestra com Fritz Reiner. Na mesma altura, conhece de Aaron Copland, que se tornará seu amigo e uma das suas principais referências como compositor.

Bernstein com Aaron Copland

Com Copland, Bernstein encontra uma música americana que não tem medo de assumir a sua identidade.

É também no Curtis Institute que começa a definir a sua ideia de direção: o maestro não deve apenas marcar o tempo, deve sentir e comunicar a música. Para Bernstein, o corpo também é instrumento de expressão e uma simples mão, um olhar ou um movimento podem transformar a interpretação de uma orquestra.

Com a mezzo-soprano Jennie Tourel após o concerto com a Orquestra Filarmónica de Rochester, 13 março 1947. @librarycongress – Divisão de Música

Depois de Curtis Institute, instala-se em Nova Iorque, onde sobrevive dando aulas, acompanhando cantores e fazendo arranjos e transcrições de jazz. Em 1942, estreia a Sonata para Clarinete e Piano, a sua primeira obra publicada.

Nesse mesmo período nasce também a sua primeira grande obra orquestral, a Sinfonia nº 1 – Jeremiah. Inspirada no profeta bíblico e profundamente ligada à tradição judaica, a obra introduz alguns dos grandes temas que acompanharão Bernstein ao longo da vida: a fé, a dúvida, o sofrimento, a crise e a esperança.
Maria Alexandra Corvela